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11/02/2009

Tratamento espírita vira esperança para donos de animais doentes

Centro espírita na Zona Norte de SP cuida de animais Tratamento espiritual, no entanto, não dispensa ida ao veterinário

cachorro em tratamento espíritaDonos de animais com fraturas, câncer ou que sofrem de ansiedade têm
encontrado no centro espírita Vicente Cerverizo, na Vila Medeiros, na
Zona Norte de São Paulo, uma ajuda para atravessar o momento difícil. O
lugar é o único do Brasil que se tem notícia que oferece tratamento
espiritual a animais de estimação. A afirmação é do veterinário Marcel
Benedeti, presidente da Associação Espírita Amigos dos Animais
(Asseama).

Segundo ele, quaisquer animais são passíveis de tratamento espírita
"uma vez que todos são seres que merecem atenção. Não importa se são
cães, gatos, aves, suínos, bovinos ou eqüinos", afirma Benedeti, que,
apesar de ser veterinário, não mistura o trabalho do médico com o do
espírita.

"Não é permitido tocar no assunto relacionado à medicina veterinária
nem que alguém ali no trabalho é veterinário. Não lemos receitas e nem
damos opiniões a respeito de tratamentos médicos que os animais
recebem. Portanto, ali dentro, não existem veterinários e pacientes
veterinários, mas apenas espíritos necessitados de auxílio", esclarece.

Benedeti conta que todos no grupo espírita são vegetarianos. Os donos
dos animais são chamados de tutores. "Não chamamos de donos, pois
acreditamos que os animais não são objetos para terem donos",
justifica.

Em busca de quê

O perfil dos mascotes que são levados ao centro é bem parecido. Eles
chegam lá depois de terem passado por diversos tratamentos "físicos"
sem sucesso. "As pessoas recorrem ao tratamento espiritual como meio de
aliviar o sofrimento dos animais", diz Benedeti, que costuma receber
principalmente animais desenganados ou que foram recomendados para
eutanásia. "É o último recurso", diz ele.

Os donos também têm algo em comum. "São pessoas sensíveis, que se
preocupam com o bem-estar de seus animais", observa Benedeti, que
complementa: "Não fazemos distinção entre tutores quanto à religião",
diz. No local, são bem-vindos católicos, evangélicos, judeus,
umbandistas e, naturalmente, os espíritas.


cães em tratamento espíritaO veterinário Francisco Cavalcanti de Almeida, presidente do Conselho
Regional de Medicina Veterinária, não vê problemas em o dono submeter o
seu bichinho de estimação a um tratamento espiritual. O que não pode,
afirma ele, é o animal deixar de ser levado ao veterinário.

"Para qualquer ser vivo, existe uma enfermidade e o seu tratamento
médico específico. O veterinário é o profissional capacitado para
detectar qualquer sintoma ou doença e até realizar a prevenção", afirma
Almeida.

Animais desenganados

O aposentado Mário da Conceição, de 75 anos, conheceu o tratamento
espiritual depois que encontrou na rua o setter irlandês Caramelo.
"Levei ele para o veterinário, que constatou que Caramelo tinha
problema no coração, no fígado, não enxergava e não ouvia direito e
também não se firmava nas patas traseiras. Ele viveria por pouco
tempo", relembra.

O cachorro, que já devia ter cerca de 12 anos quando foi achado, foi
tratado com um veterinário homeopata e, com o tempo, apresentou
melhora. Paralelamente ao tratamento, Mário levava Caramelo ao centro
espírita.

"A fila do passe depende do estado de saúde do animal. No começo, ele
passava na frente. Depois, ele passou a entrar na fila como todos os
outros. Antes, eu carregava ele no colo do carro até a sala. No fim,
ele já descia do carro sozinho", relembra.

Caramelo morreu em outubro do ano passado, mas Mário não deixou de
frequentar o centro. O aposentado é responsável por outros três cães:
Judite, que mora com ele, e Pretinho e Branquinho, que moram em uma pet
shop mas saem para passear todos os dias com o tutor.

Quem também costuma frequentar o centro é o aposentado Antônio de
Andrade, de 81 anos, dono de Diana e Juruna, um casal de fila
brasileiro. A fêmea vem sendo submetida a um tratamento veterinário
contra câncer há seis meses, período em que também passou a ir ao
centro na Zona Norte.

Na semana passada, no entanto, Diana perdeu o movimento das pernas.
"Tentei erguê-la, mas não adiantou". Agora, o tratamento espiritual da
cadela será à distância. Sim, o grupo espírita também atende, a pedido
do tutor, animais doentes que não podem ir até o centro.



pessoas no centro espíritaPor onde começar

Tutores que se interessaram pelo tratamento devem começar fazendo um
cadastro na Asseama. É preciso informar nome, endereço, raça, sexo e
idade do bicho de estimação, para, depois, dar detalhes sobre o
problema que aflige o animal. Neste momento, a pessoa se compromete a
não comer carne nem oferecê-la ao mascote no dia marcado para o
tratamento.

Chegando ao centro, o tutor passa por nova entrevista e, em seguida, é
encaminhado à sala de palestras. "Esta é a parte mais importante do
tratamento. É neste intervalo de reserva e reflexão, quando as pessoas
ouvem do palestrante orientações evangélicas, que a equipe espiritual
procede ao tratamento dos animais e do tutor", descreve Benedeti.

Após a palestra, que dura cerca de 30 minutos, o animal e o seu
acompanhante entram em uma sala onde são submetidos a um tratamento por
imposição de mãos durante um minuto. “Geralmente, pede-se para
retornarem depois de algum tempo, que pode ser entre sete a 30 dias”.

Serviço:
Associação Espírita Amigos dos Animais (Asseama), tel. (11) 2071-2590.



Fonte: G1

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